A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

É difícil. Em tempos de redes sociais, eu sou uma eremita do mundo tecnológico. Apenas uso o WhatsApp, e esse simplesmente porque não posso evitar, já que necessito dele para coisas relacionadas ao trabalho e afins.

Bem,

Uma amiga perguntou se Fulano de Tal, dos idos anos 20xx, poderia falar comigo. Aparentemente, Fulano de Tal, que há uns sete ou oito anos atrás era meu amigo — ou qualquer coisa próxima de amigo, porém que não seja bem amigo, mas ao mesmo tempo algo maior que conhecido — havia perguntado se ela ainda tinha contato comigo. Queria conversar pelo WhatsApp.

Eu disse que tudo bem, mesmo não querendo, já que eu sabia bem que não tínhamos nada em comum na época. Vi-me obrigada a fazer isso. Etiqueta. E estupidez também. E quem sabe uma fração de esperança de que a idade pudesse ter mudado alguma coisa.

Agora eu estou aqui respondendo mensagens do Fulano que, surpresa, parece ainda mais tedioso e lugar-comum do que antes. E ainda passa cantadas, que absurdo.

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Algumas coisas boas da vida, neste exato momento

Algumas coisas boas da vida, neste exato momento

– Limonada fresca que fiz em plena madrugada

– Estar de óculos em casa ao invés de lentes (sou incrivelmente míope, a vida é difícil para mim)

– Todos os gatos do universo

– A voz do Morrissey

– Dormir nua

– O fato de que amanhã vou começar o dia com um delicioso mingau de aveia (não me julgue. Eu gosto mesmo!)

– Este blog/diário porque falo várias bobagens

Link para o meu blog principal aqui. Link to my main blog here.

Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Nossa, quando eu releio alguns antigos poemas que escrevi lá do fundo da alma… Sempre preciso parar e tomar um fôlego no meio da leitura. Como eu sou cafona. Eu sempre fui. Sempre serei. Ah, mas todos os românticos são, em parte, cafonas. Todos os depressivos também. Os poetas… Nem me fale.

Que culpa eu tenho? Minha única vantagem é ser uma romântica fatalista: os sonhos vêm soando e eu destruo tudo no mesmo minuto. Eles voltam, mas eu ando sempre com meu estilingue de realidade: um, dois, três. Lá se vão os sonhos voadores, apedrejados. Quatro, cinco, seis. Todos no chão.

Há uns dias minha mãe vem reclamando que eu não marquei meu psiquiatra. Já não nos vemos há uns três meses. Algumas pessoas falam com toda a alegria que vão ao psiquiatra. Bizarro.

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Doçuras e o sentido da vida

Doçuras e o sentido da vida

De uma coisa eu tenho certeza nessa vida: eu não sei o meu propósito. Acho que nem todos sabem o seu. Alguns deixam a inquietação de lado no consultório do psiquiatra, outros deixam-na para trás depois da adolescência e muitos acabam indo para o túmulo com todas as suas. Acho que esse será o meu futuro também. Eu sempre fui fatalista… Fazer o quê?

Mas eu queria mais doçuras nessa vida. Mais amores, mais alegrias. Mais noites fora de casa, nas ruas, no teatro lindo, com os amigos que o meu coração nunca imaginou que amaria, mas ama. São alguns dos desejos naturais da vida, mesmo quando o sentido da mesma seja desconhecido.

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