Sem Eletricidade

Sem Eletricidade

Onde está deus? Ele esqueceu 

Desta rua estreita e dessa casa escura

Numa meia-noite qualquer

Sem estrela nem vagalume algum 

.

Só ouço os cachorros lá fora;

Quem sabe os ladrões

Estejam andando por aí

Com lanternas e pilhas extras

.

Onde está Deus

Pra dizer “que haja luz”?

Eu fechei as janelas

E o diabo se trancou aqui comigo —

Este quarto é o próprio inferno em chamas

Quando não tem ar-condicionador…

Mas sempre há tempo 

Para tecer poemas na escuridão

.

ML

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Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Nossa, quando eu releio alguns antigos poemas que escrevi lá do fundo da alma… Sempre preciso parar e tomar um fôlego no meio da leitura. Como eu sou cafona. Eu sempre fui. Sempre serei. Ah, mas todos os românticos são, em parte, cafonas. Todos os depressivos também. Os poetas… Nem me fale.

Que culpa eu tenho? Minha única vantagem é ser uma romântica fatalista: os sonhos vêm soando e eu destruo tudo no mesmo minuto. Eles voltam, mas eu ando sempre com meu estilingue de realidade: um, dois, três. Lá se vão os sonhos voadores, apedrejados. Quatro, cinco, seis. Todos no chão.

Há uns dias minha mãe vem reclamando que eu não marquei meu psiquiatra. Já não nos vemos há uns três meses. Algumas pessoas falam com toda a alegria que vão ao psiquiatra. Bizarro.

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Doçuras e o sentido da vida

Doçuras e o sentido da vida

De uma coisa eu tenho certeza nessa vida: eu não sei o meu propósito. Acho que nem todos sabem o seu. Alguns deixam a inquietação de lado no consultório do psiquiatra, outros deixam-na para trás depois da adolescência e muitos acabam indo para o túmulo com todas as suas. Acho que esse será o meu futuro também. Eu sempre fui fatalista… Fazer o quê?

Mas eu queria mais doçuras nessa vida. Mais amores, mais alegrias. Mais noites fora de casa, nas ruas, no teatro lindo, com os amigos que o meu coração nunca imaginou que amaria, mas ama. São alguns dos desejos naturais da vida, mesmo quando o sentido da mesma seja desconhecido.

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