Sem Eletricidade

Sem Eletricidade

Onde está deus? Ele esqueceu 

Desta rua estreita e dessa casa escura

Numa meia-noite qualquer

Sem estrela nem vagalume algum 

.

Só ouço os cachorros lá fora;

Quem sabe os ladrões

Estejam andando por aí

Com lanternas e pilhas extras

.

Onde está Deus

Pra dizer “que haja luz”?

Eu fechei as janelas

E o diabo se trancou aqui comigo —

Este quarto é o próprio inferno em chamas

Quando não tem ar-condicionador…

Mas sempre há tempo 

Para tecer poemas na escuridão

.

ML

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A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

É difícil. Em tempos de redes sociais, eu sou uma eremita do mundo tecnológico. Apenas uso o WhatsApp, e esse simplesmente porque não posso evitar, já que necessito dele para coisas relacionadas ao trabalho e afins.

Bem,

Uma amiga perguntou se Fulano de Tal, dos idos anos 20xx, poderia falar comigo. Aparentemente, Fulano de Tal, que há uns sete ou oito anos atrás era meu amigo — ou qualquer coisa próxima de amigo, porém que não seja bem amigo, mas ao mesmo tempo algo maior que conhecido — havia perguntado se ela ainda tinha contato comigo. Queria conversar pelo WhatsApp.

Eu disse que tudo bem, mesmo não querendo, já que eu sabia bem que não tínhamos nada em comum na época. Vi-me obrigada a fazer isso. Etiqueta. E estupidez também. E quem sabe uma fração de esperança de que a idade pudesse ter mudado alguma coisa.

Agora eu estou aqui respondendo mensagens do Fulano que, surpresa, parece ainda mais tedioso e lugar-comum do que antes. E ainda passa cantadas, que absurdo.

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Doçuras e o sentido da vida

Doçuras e o sentido da vida

De uma coisa eu tenho certeza nessa vida: eu não sei o meu propósito. Acho que nem todos sabem o seu. Alguns deixam a inquietação de lado no consultório do psiquiatra, outros deixam-na para trás depois da adolescência e muitos acabam indo para o túmulo com todas as suas. Acho que esse será o meu futuro também. Eu sempre fui fatalista… Fazer o quê?

Mas eu queria mais doçuras nessa vida. Mais amores, mais alegrias. Mais noites fora de casa, nas ruas, no teatro lindo, com os amigos que o meu coração nunca imaginou que amaria, mas ama. São alguns dos desejos naturais da vida, mesmo quando o sentido da mesma seja desconhecido.

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A Primeira Postagem

A Primeira Postagem

Estou criando este blog de forma bastante despretensiosa porque não sei muito bem o que quero com a criação do mesmo. Se pudesse, eu escreveria mais em português, porém eu não consigo simplesmente colocar meu blog HeartBeatsBlue, praticamente todo em inglês, em segundo plano depois de tanto tempo, independente do fato dele ser um site relativamente pequeno. Traduzir tudo, reescrever as mesmas coisas ou filtrar certos pensamentos para um blog, deixando sentimentos para outro, também não parece correto e não é algo que eu gostaria de fazer. Gosto de ser fiel a quem sou, mesmo quando não sei o que está acontecendo comigo e todos em volta. Obrigada, Vinícius, por dizer que eu deveria criar uma página somente em português. O WordPress por si só já não possui um número de usuários lusófonos muito grande, pelo menos que sejam ativos… Então, em partes, é legal saber que sou uma das mais novas dos poucos autores daqui.

O próprio HBB começou sem razão e sentido concretos. Foi como… uma linda gravidez poética totalmente inesperada. Na época, as grandes pessoas da minha vida não falavam português, então escrever numa língua que meus “leitores” não conheciam estava fora de questão. Seria, no mínimo, tolice. Parte do meu primeiro blog também traz traduções e reinvenções de poemas brasileiros e portugueses, letras de músicas e afins. Fora que eu sempre faço questão de mencionar meu Brasil e minha Manaus, essa metrópole amazônica, uma joia esquecida no meio da maior e mais bela floresta do mundo.

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