A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

É difícil. Em tempos de redes sociais, eu sou uma eremita do mundo tecnológico. Apenas uso o WhatsApp, e esse simplesmente porque não posso evitar, já que necessito dele para coisas relacionadas ao trabalho e afins.

Bem,

Uma amiga perguntou se Fulano de Tal, dos idos anos 20xx, poderia falar comigo. Aparentemente, Fulano de Tal, que há uns sete ou oito anos atrás era meu amigo — ou qualquer coisa próxima de amigo, porém que não seja bem amigo, mas ao mesmo tempo algo maior que conhecido — havia perguntado se ela ainda tinha contato comigo. Queria conversar pelo WhatsApp.

Eu disse que tudo bem, mesmo não querendo, já que eu sabia bem que não tínhamos nada em comum na época. Vi-me obrigada a fazer isso. Etiqueta. E estupidez também. E quem sabe uma fração de esperança de que a idade pudesse ter mudado alguma coisa.

Agora eu estou aqui respondendo mensagens do Fulano que, surpresa, parece ainda mais tedioso e lugar-comum do que antes. E ainda passa cantadas, que absurdo.

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Doçuras e o sentido da vida

Doçuras e o sentido da vida

De uma coisa eu tenho certeza nessa vida: eu não sei o meu propósito. Acho que nem todos sabem o seu. Alguns deixam a inquietação de lado no consultório do psiquiatra, outros deixam-na para trás depois da adolescência e muitos acabam indo para o túmulo com todas as suas. Acho que esse será o meu futuro também. Eu sempre fui fatalista… Fazer o quê?

Mas eu queria mais doçuras nessa vida. Mais amores, mais alegrias. Mais noites fora de casa, nas ruas, no teatro lindo, com os amigos que o meu coração nunca imaginou que amaria, mas ama. São alguns dos desejos naturais da vida, mesmo quando o sentido da mesma seja desconhecido.

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