Pensando sobre paraísos, morte e música

Pensando sobre paraísos, morte e música

Essa é uma noite terrível e estou bem triste, mas estou aqui ouvindo boas músicas do passado, com muita bossa nova da mais fina classe (toda bossa é) e alguns hits dos anos oitenta (olá, Lobão!).

O povo da igreja da minha mãe quer viver pra sempre num paraíso aqui na terra.

Nossa, viver pra sempre deve ser um horror. Mesmo com juventude eterna num paraíso, a ideia de viver eternamente não me apetece.

As coisas da vida, todas, um dia chegam ao seu fim… E agora querer que a vida nunca acabe? Essa promessa de paraíso… Não me agrada.

Nem a ideia de viver no céu também.

Talvez a melhor escolha seja realmente o sono absoluto da morte… A única tristeza será não poder mais ouvir música, mas eu nunca saberei porque não terei consciência… É preciso ouvir todas agora.

Mais Morrissey, os antigos riffs do Marr, a fantasmagórica Sóley, as mais doces da feroz Björk, a ruiva Rita Lee, as tediosas delícia do Marcelo Camelo (sem Mallu, por favor), um pouco de synthpop aleatório, os melhores hits dos anos oitenta e muito Sinatra, pelo amor de todos os deuses. Noites de jazz gratuito no teatro com mais amigos gringos semi bêbados.

Alegrias, alegrias! Alegrem-se agora porque o paraíso vem aí e quando ele chegar, pode ser tarde demais.

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