Doçuras e o sentido da vida

Doçuras e o sentido da vida

De uma coisa eu tenho certeza nessa vida: eu não sei o meu propósito. Acho que nem todos sabem o seu. Alguns deixam a inquietação de lado no consultório do psiquiatra, outros deixam-na para trás depois da adolescência e muitos acabam indo para o túmulo com todas as suas. Acho que esse será o meu futuro também. Eu sempre fui fatalista… Fazer o quê?

Mas eu queria mais doçuras nessa vida. Mais amores, mais alegrias. Mais noites fora de casa, nas ruas, no teatro lindo, com os amigos que o meu coração nunca imaginou que amaria, mas ama. São alguns dos desejos naturais da vida, mesmo quando o sentido da mesma seja desconhecido.

E pensar que a maioria dessas doçuras será roubada de mim antes de que eu consiga desfrutar de seu açúcar… Talvez eu nunca mais vá ao teatro com esses ditos amigos para uma apresentação de jazz, pois eles vieram de outros países, e talvez eu nunca mais ame alguém com a mesma inocência cega que antes me enchia de alegria, simplesmente por amar e sentir que o amor era retribuído.

Eu sou uma pessoa solitária… Talvez isso seja culpa minha mesmo. É uma mistura de criação por parte da família e minhas próprias tendências ruins; a timidez, as inseguranças e tudo mais. Pelo menos eu sempre terei minha música e poesia. Os grandes amores. O som doce da bossa nova dos anos sessenta e a voz do Morrissey vinda de tempos idos…

É, acho que é isso por hoje… Boa noite, todos que nunca lerão este blog perdido.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s