A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

A falsa obrigatoriedade de manter contato com quem não gosto

É difícil. Em tempos de redes sociais, eu sou uma eremita do mundo tecnológico. Apenas uso o WhatsApp, e esse simplesmente porque não posso evitar, já que necessito dele para coisas relacionadas ao trabalho e afins.

Bem,

Uma amiga perguntou se Fulano de Tal, dos idos anos 20xx, poderia falar comigo. Aparentemente, Fulano de Tal, que há uns sete ou oito anos atrás era meu amigo — ou qualquer coisa próxima de amigo, porém que não seja bem amigo, mas ao mesmo tempo algo maior que conhecido — havia perguntado se ela ainda tinha contato comigo. Queria conversar pelo WhatsApp.

Eu disse que tudo bem, mesmo não querendo, já que eu sabia bem que não tínhamos nada em comum na época. Vi-me obrigada a fazer isso. Etiqueta. E estupidez também. E quem sabe uma fração de esperança de que a idade pudesse ter mudado alguma coisa.

Agora eu estou aqui respondendo mensagens do Fulano que, surpresa, parece ainda mais tedioso e lugar-comum do que antes. E ainda passa cantadas, que absurdo.

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Algumas coisas boas da vida, neste exato momento

Algumas coisas boas da vida, neste exato momento

– Limonada fresca que fiz em plena madrugada

– Estar de óculos em casa ao invés de lentes (sou incrivelmente míope, a vida é difícil para mim)

– Todos os gatos do universo

– A voz do Morrissey

– Dormir nua

– O fato de que amanhã vou começar o dia com um delicioso mingau de aveia (não me julgue. Eu gosto mesmo!)

– Este blog/diário porque falo várias bobagens

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Lembranças de Infância: Cigarros

Lembranças de Infância: Cigarros

Minha mãe fumou por muitos anos. Apesar de já ter parado há provavelmente mais de uma década, lembro bem do cheiro do cigarro que irradiava dela como uma aura cinzenta durante praticamente todos os anos da minha infância.

Ela nunca fumava perto de nós, mas confessa que fumou algumas vezes durante os nove meses em que me carregou (os anos noventa não tinham começado há muito tempo, não a julgue tão duramente). O círculo social dela era formado por fumantes, aliás. Acho que foram poucas as vezes em que não estive exposta ao cheiro de um cigarro altamente cancerígeno, mesmo que de forma indireta.

Enfim, 

Nunca fumei. Nem acho bonito ver alguém com cigarro na mão. Acho até… Um pouco repugnante. Chique de uma forma ultrapassada, talvez. Mas levemente repugnante. Penso em pulmões negros de forma quase automática.

Porém, uma vez ou outra me bate uma vontade louca de fumar. Ir ao posto de gasolina mais próximo (porque o mercadinho do vizinho não vende cigarro, viu?) e pedir um maço. Eu nem sei qual escolheria… Talvez o que parecesse menos aterrorizante, já que todas as embalagens trazem imagens nada amigáveis. 

Ou talvez eu escolhesse meu cigarro pela imagem aleatória mais pútrida e triste — alguns dias eu acordo bastante autodestrutiva.

Se minha mãezinha soubesse disso, ela ficaria louca de raiva e diria que a culpa não é dela. Não é, eu realmente concordo. De alguma forma a minha cabeça associou um cheiro (que eu desprezo) a um universo de boas memórias. É simples assim. Eu fiz o mesmo com incensos… Minha mãe sempre gostou de queimar incensos pela casa. 

Bons tempos, bons tempos.

Já falei aqui como eu adoro parênteses? Alguns professores ficam loucos com parênteses demais. É vício de escrita! É porque não pensou direito antes de escrever! É isso, é aquilo!

No meu blog HBB eu já escrevi sobre (meus queridos) parênteses.

Ai, ai. Como diz minha mãe, eu vicio fácil em quase tudo. O que virá depois dos parênteses? Cigarros, imagino.

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Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Realizações Diárias: por que sou tão cafona?

Nossa, quando eu releio alguns antigos poemas que escrevi lá do fundo da alma… Sempre preciso parar e tomar um fôlego no meio da leitura. Como eu sou cafona. Eu sempre fui. Sempre serei. Ah, mas todos os românticos são, em parte, cafonas. Todos os depressivos também. Os poetas… Nem me fale.

Que culpa eu tenho? Minha única vantagem é ser uma romântica fatalista: os sonhos vêm soando e eu destruo tudo no mesmo minuto. Eles voltam, mas eu ando sempre com meu estilingue de realidade: um, dois, três. Lá se vão os sonhos voadores, apedrejados. Quatro, cinco, seis. Todos no chão.

Há uns dias minha mãe vem reclamando que eu não marquei meu psiquiatra. Já não nos vemos há uns três meses. Algumas pessoas falam com toda a alegria que vão ao psiquiatra. Bizarro.

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Pensando sobre paraísos, morte e música

Pensando sobre paraísos, morte e música

Essa é uma noite terrível e estou bem triste, mas estou aqui ouvindo boas músicas do passado, com muita bossa nova da mais fina classe (toda bossa é) e alguns hits dos anos oitenta (olá, Lobão!).

O povo da igreja da minha mãe quer viver pra sempre num paraíso aqui na terra.

Nossa, viver pra sempre deve ser um horror. Mesmo com juventude eterna num paraíso, a ideia de viver eternamente não me apetece.

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